Como qualquer projecto que dá os seus primeiros passos, a implantação do Pool em Portugal não foi fácil. De início, sem qualquer perspectiva desportiva associada, cafés e salões de norte a sul do país aderiram à modalidade sem que porém fossem tidas em consideração as regras internacionais em vigor. À semelhança do que aconteceu em diversos pontos do globo, o Pool em Portugal era então jogado numa completa mistura das normas que regiam as diversas variantes, resultando daí a profusão de regras díspares que divergem consoante a região do país onde se jogava.

Para isso muito contribuiu a questão das mesas. Em Portugal, onde o hábito de jogar Pool esteve sempre associado a uma taxa por período de tempo, juntaram-se as mesas e as bolas de Pool americano, com os buracos de dimensões das mesas de snooker inglês, jogando-se quase sempre a variante de Bola 8 com regras de ambas as modalidades, nascendo assim o agora denominado Pool Português. Foi só no início da década de 90 que esta realidade se começou a inverter, com o nascimento da diversas associações de pool e com a implementação do pool na Federação Portuguesa de Bilhar.

Assim, a partir da década de 90 iniciou-se um longo processo de implementação do Pool de competição no nosso país. Antes de mais, foi necessário encontrar locais onde a competição se pudesse realizar em mesas homologadas pelas instâncias internacionais. Como o nível de profissionalismo era inexistente em Portugal, e face ao histórico da modalidade, a direcção apontada centrou-se nas competições da VNEA e da BCA, nomeadamente no apuramento de jogadores portugueses para os mundiais de amadores, em Bola 8, jogados anualmente em Las Vegas. Alguns anos depois, e após reconhecimento pela EPBF, Portugal começou também a promover provas de Bola 9, a fim de apurar jogadores para o Eurotour.

Apesar das disputas jurídicas e internacionais existentes entre as diversas associações de pool e a FPB, nos últimos anos tem-se vindo a assistir a um aumento da notoriedade do Pool, em virtude da realização de eventos de grande dimensão internacional – como os Eurotour’s do Barreiro, em 1999, do Bombarral, em 2000, e do Porto, em 2001 –, bem como outros a nível nacional de onde resultaram apuramentos de jogadores portugueses para as grandes provas do calendário internacional, como são exemplos os campeonatos americanos de Pool organizados pela VNEA e pela BCA.

Porém, não se pode menosprezar o papel que os jogadores lusos desempenharam neste crescimento da APP, uma vez que foram os resultados desportivos alcançados, nomeadamente na última década, que ajudaram a projectar a imagem do Pool português para patamares nunca antes vistos.

 

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